A audição nos auxilia a absorver os sons nos ambientes onde estamos. Ela pode envolver uma conversa entre amigos ou até o som de um avião sobrevoando uma cidade. No Brasil há cerca de 25 milhões de pessoas com redução da capacidade auditiva. Este quadro pode influenciar negativamente em questões emocionais e psicológicas, gerando problemas como: dificuldade para aprender, modificações na fala e dificuldade de relacionar-se. Cerca de 90% dos casos de perda auditiva podem receber auxilio através de tratamento médico, cirúrgico ou por meio do uso de aparelhos audição.

Dentre as principais divisões do ouvido estão a orelha externa, média e interna. Na orelha externa está localizado o pavilhão auditivo, o canal externo do ouvido e o tímpano (membrana do tímpano).
A orelha média detém o tímpano, os ossos do ouvido (martelo, bigorna e estribo e a mastoide), que são pequenas cavidades ósseas cheias de ar. Todo este espaço é fechado, tendo uma única comunicação com o fundo do nariz. Existe uma membrana de pele extremamente fina e móvel, que se chama tímpano. Ela é responsável por fechar o canal externo e dividir o canal do ouvido médio.

A terceira parte é a orelha interna. Nela estão a cóclea, labirinto e canal auditivo interno. Neste canal passa o nervo facial responsável pela movimentação de músculos da face e o nervo vestibular responsável pelo equilíbrio.

A orelha externa capta o som da vibração através do pavilhão auditivo e canal externo do ouvido. Esta vibração atinge a membrana do tímpano, assemelhando-se a membrana de um tambor supersensível.
Há um pequeno osso nomeado martelo na membrana do tímpano. Ele está articulado a outro osso chamado bigorna e este vinculado ao estribo.

A junção deste grupo de ossos movimenta-se com a vibração da membrana do tímpano e se estendem como um sistema de ‘roldanas’. Esta vibração é propagada a uma pequena membrana encostada no estribo e canal da cóclea. O canal da cóclea tem o formato de espiral, similar ao caracol e é cheio de líquido. O liquido é movimentado dentro espiral coclear pela vibração dos pequenos ossos.

Células com cílios revestem a espiral e se movem juntamente com o liquido. Processo que gera uma pequena energia elétrica que se transmite ao cérebro pelo nervo da audição. Desta forma o cérebro capta a energia e a traduz como som.
Os tipos de surdez encontram-se basicamente em duas classes: a primeira é a surdez de condução. Ela ocorre quando as ondas sonoras não são bem conduzidas para o ouvido interno. As causas definem-se como: excesso de cera no ouvido, catarro no ouvido (Otite Secretora ou Otite Serosa), infecções agudas do ouvido (Otite Média Aguda), infecções Crônicas do Ouvido (Otite média Crônica), imobilização de um ou mais ossinhos do ouvido (Otosclerose). Tratamento médico, cirurgia ou medicamentos podem ser resolutivos neste caso.

A outra mais comum nos casos de surdez, leva o nome de surdez do nervo auditivo ou da cóclea. Acontece por conta da ausência de transformação da energia mecânica da vibração para a energia elétrica. Pode ocorrer de diversas formas, desde diminuição na irrigação sanguínea do ouvido, até causas alarmantes como tumores cerebrais.

O envelhecimento também pode fazer parte deste processo, pois a partir dos 55 anos de idade a audição tende a diminuir, assim como a visão, em idade inferior. Ela ocorre normalmente por herança genética ou pela exposição a sons intensos, infecções e etc. Doenças como, hipertensão arterial e diabete podem ser causas de problemas ao ouvido.

Algo que precisa ser desmistificado sobre a surdez é que ela não pode ser tratada. A grande maioria dos casos podem receber ajuda e apresentar melhora. A outra é que acupuntura ou homeopatia curam a surdez, já que não há resultados comprobatórios. Em relação a aparelhos auditivos, ao contrário do que muitos pensam, são excelentes para ajudar o paciente a ouvir melhor, desde que sejam prescritos por um médico e bem adaptados ao ouvido.

A Surdez do nervo pode ter diversas causas. As mais comuns são: a exposição a ruído de grande intensidade ou presbiacusia (surdez pela idade). Há também as viroses (rubéola, caxumba), meningite, uso de certos medicamentos ou drogas, propensão familiar (hereditárias), traumas na cabeça, doenças cardiocirculatórias, defeitos congênitos, alergias e problemas metabólicos (diabete por exemplo).