A ampliação dos adenoides, amigdalas, tecidos localizados no interior das fossas nasais e garganta podem ser os grandes causadores do ronco. Isso interfere diretamente na passagem do ar. O desvio do septo nasal, que ocorre quando uma das cavidades nasais é menor que a outra, também dificulta. A passagem do ar pode ser atrapalhada por doenças respiratórias como rinites ou sinusites, pois produzem uma quantidade excedente de secreção.

O ronco pode estar vinculado à Apneia Obstrutiva do Sono, que é um colapso e bloqueio contínuo da via aérea enquanto a pessoa dorme, podendo acontecer no nariz, no palato mole ou base da língua, resultando na interrupção do sono e queda de oxigenação do sangue.

De acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, 50% dos homens adultos roncam, enquanto a porcentagem das mulheres é de 30%. Por se tratar de um distúrbio incontrolável, pessoas que o possuem dificilmente o reconhecem. É bom salientar que o ronco deve ser tratado por um especialista, pois além de afetar o sono, interfere também na saúde. Quem acaba mais afligido por esse problema é quem o possui e não somente o seu parceiro de cama, pois ao contrário do que se acredita, quem ronca acaba não atingindo os estágios mais profundos do sono. Em caso de crianças, o ronco é o indicativo que algo precisa ser examinado e tratado.

As terapias médicas indicadas para amenizar a Apneia do sono são: eliminar o uso de sedativo e álcool, a posição do corpo durante o sono deve ser de bruços, seja lateral direito ou esquerdo.

Quando o ronco ocorre esporadicamente, por dormir em posição supina (barriga para cima) ou por ingestão de bebidas alcoólicas ou de alimentos em grande quantidade, isso não é considerado alarmante. Por outro lado, o ronco frequente deve ser apontado como um problema de saúde, pois a vibração causa o trauma mecânico da mucosa e das vias aéreas e é um indicativo para doenças, como a síndrome da apneia do sono. É comum casais passarem por conflitos conjugais por conta deste distúrbio.

O risco de infarto miocárdio, AVC, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e obesidade é superior em relação aos pacientes que possuem a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS). Estes indivíduos tendem a manifestar o sono não restaurador, sonolência diurna, problemas de concentração, depressão, disfunções sexuais e cefaleia matinal. Nos Estados Unidos, o paciente que detém a Apneia do Sono não deve dirigir enquanto o tratamento não for estabelecido, pois a sonolência é grande causadora de acidentes.

No caso das crianças, normalmente o ronco está associado à obstrução das vias aéreas pelas adenoides e/ou pelas amígdalas. Ao contrário dos adultos, elas não apresentam sonolência durante o dia e, sim, energia e falta de concentração, quadro que habitualmente se confunde com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Crianças que roncam e que respiram pela boca podem ter o crescimento da face afetado, pois a respiração nasal é primordial para a aeração dos seios paranasais.

A melhora dos pacientes está diretamente associada a escolha do especialista que indicará o tratamento adequado. Em média, os resultados positivos são de 90%. Há intervenções como cirurgias de desobstrução nasal, redução do palato e base da língua, uso de aparelhos como os intra-orais e o CPAP, já em volume de adenoides, o uso de medicamentos pode resolver o caso.