O ronco é um problema que pode atingir 50% da população e pior com o avanço da idade. Segundo pesquisas, 77% dos pacientes que roncam não sabem disso. Quem ronca sofre mais risco de ser hipertenso, sofrer acidente vascular cerebral ou apresentar angina pectoris, quando comparado com quem não de igual peso e idade. O ronco é desenvolvido em diferentes escalas, desde o primário, com ruído de baixa frequência. Muitas vezes, o diagnóstico identifica presença de Apnéia Obstrutiva do Sono como principal causador do ronco, mas que também pode provocar problemas cardíacos, pulmonares e cerebrais. Essa síndrome afeta 2% das mulheres adultas e 4% dos homens adultos. O som emitido pelo ronco vem do colapso das vias aéreas superiores, com especial importância para o palato mole, a úvula, a amídala e pilares amidalianos e a base da língua.

O tratamento do ronco é baseado na eliminação da fonte de vibração através de medidas como: emagrecimento, uso de aparelhos ou técnicas cirúrgicas. Existem casos em que a cirurgia é indicada, com opção de cirurgias convencionais, através de laser CO2 (LAUP). Esta é uma técnica muito utilizada, realizada sob anestesia local. O laser produz vaporização dos tecidos, pela sua ação térmica, precipitação de proteínas e hemostasia de vasos com até 0,5 mm, conseguindo um mínimo ou nulo sangramento pós-operatório.

Faringoplastia Lateral

A Faringoplastia Lateral é a principal de uma série de técnicas inovadoras de cirurgia faríngea para tratamento de ronco e apneia do sono. Esta técnica vai além de reconstruir as partes moles da faringe e realizar uma reconstrução da musculatura, com o objetivo de ampliar o espaço respiratório e reforçar as paredes laterais da faringe; assim prevenindo o seu colapso durante o sono.

A técnica tem dois princípios fundamentais: o primeiro é o reposicionamento do músculo palato-faríngeo, de maneira a reforçar a parede lateral e prevenir seu estreitamento durante o sono. O segundo é a miotomia do músculo constritor da faringe em sua porção média. Esta manobra amplia significativamente o diâmetro látero-lateral e ântero-posterior da faringe.

A Faringoplastia Lateral tem eficácia superior às técnicas mais antigas e permite expandir a indicação de cirurgias de faringe para tratamento de ronco e apneia, uma vez que vai além de corrigir alterações anatômicas previamente existentes.