A rinossinusite pode ser definida por uma resposta inflamatória da membrana que reveste a cavidade nasal e os seios paranasais.

Esta resposta está vinculada a um processo infeccioso de bactérias, vírus, fungos, reações alérgicas, vasomotoras (temperatura) ou a substâncias químicas (poluição, cigarro, etc.).

Comprometimentos estruturais no nariz, como desvios de septo nasal, obstrução do complexo óstiomeatal (COM) e hipertrofia de adenoides 12-14, podem dar origem a rinosinusite. A apresentação de sintomas como: tosse, febre, dor/pressão facial, obstrução, congestão nasal, secreção nasal/retro nasal purulenta e hiposmia/anosmia, são considerados alarmantes.

As rinossinusites podem ser classificadas de forma temporal como, aguda, subaguda, aguda recorrente, crônica e crônica agudizada. O estágio de rinossinusite aguda pode permanecer até 4 semanas e normalmente apresenta bons resultados ao tratamento clinico correto.

A suspeita de uma rinossinusite aguda bacteriana pode acontecer quando os sintomas de uma Infecção das Vias Aéreas Superiores (IVAS) se agravam após o quinto dia ou continua por mais de 10 dias.
A rinossinusite subaguda é resultado do tratamento incompleto ou interrompido da rinossinusite aguda. Seus sintomas são considerados menos agressivos, podendo permanecer após a quarta semana de instalação da rinossinusite aguda e durando até 12 semanas.

A rinossinusite recorrente acontece quando o indivíduo passa por 3 ou mais quadros de rinossinusite aguda ao longo do ano e não apresenta sintomas.
Na rinossinuite crônica os sintomas persistem por mais de 12 semanas. Há a presença de alterações inflamatórias da mucosa e a evolução do quadro torna a reversão clínica inviável.

A rinossinusite crônica agudizada ocorre quando os sintomas do paciente com rinossinusite crônica se acentuam. A faixa etária do paciente e a intensidade dos sintomas variam entre os da sinusite aguda (tosse, rinorreia purulenta, halitose, cefaleia, dor facial, febre) ou da sinusite crônica (rinorreia purulenta, congestão nasal, tosse, secreção posterior, halitose, dor de garganta).
As formas de gerar um diagnóstico devem ser muito bem avaliadas. O Raio-x simples pode ser requisitado no caso de sinusite aguda, onde há dúvida diagnóstica. Sua realização deve ser feita de forma ortostática, não sendo indicada para o controle progressivo de uma sinusite.

A Tomografia computadorizada é aplicável em quadros de sinusites crônicas ou recorrentes. No agravamento de sinusites agudas sua aplicação deve acontecer após o tratamento médico. A Nasofibroscopia, pode ser adotada em qualquer quadro onde o paciente reclama de desconforto nasal. Na ausência de equipamento endoscópico, não será necessária, desde que o quadro clínico, a rinoscopia anterior e outros exames adicionais forem o bastante para diagnosticar o paciente.

O tratamento a ser aplicado para a rinossinusite deve ser muito bem avaliado. Sua origem pode estar ligada a diversos fatores como predisposição genética, a condição imunológica e a anatomia do nariz. Nestes quadros recomenda-se o uso de antibióticos, corticoides tópicos e sistêmicos, imuno-estimulantes e até mesmo cirurgias funcionais minimamente invasivas. Para encontrar a melhor alternativa, busque um especialista.